De longe, muito longe
surge ele, de Escafandro
silencioso, tranquilo
mas com pinta de malandro
Daqueles que sempre escondem
em todo bolso de calça
versos e mais versos prontos
que rimem com frevo e valsa
Distraído, entre poemas-presente,
esbarra exatamente onde queria
naquela com quem a partir dali
firmava eterna parceria
Destemida e perspicaz,
percebeu que em seu Universo
as estrelas sempre brilharam
em rimas e versos
Assim, facilmente, demos vida
a esta Sociedade de Poetas
que exercitam olhos e mentes
verdadeiros atletas
Atletas de estrelas e céu
de lápis, amor e papel
de tristeza e de felicidade
de mentira, ilusão, de verdade
Somos nós, eles e outros tantos
Fernandas, Jorges, e outros mais
somos daqui, dali e de outros cantos
somos de onde nunca seremos mais
Somos futuros poetas
das Coisas e Mergulhos
dos poemas-presentes
na eterna busca por novos embrulhos
1 comentários:
Não consegui e chorei novamente quando li esse texto. É estranho pensar como somos raros e a responsabilidade que isto traz, levar a arte, por mais singela que seja, ser referência. A beleza expressa em palavras em coisas e mergulhos, sem dúvidas fundos e infinitos mergulhos!
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